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Geração de energia solar bate recorde na Alemanha

 Casas alemãs recobertas de painéis solars, na região da Bavária. (foto: Johnathan Eric)

Casas alemãs recobertas de painéis solars, na região da Bavária. (foto: Johnathan Eric)

 

As usinas solares alemãs produziram um recorde mundial de 22 gigawatts de eletricidade – equivalente a 20 usinas nucleares funcionando a toda capacidade – durante o período próximo ao meio-dia na última sexta e sábado, 25 e 26 de maio. A afirmação é do diretor de um instituto de pesquisas sobre energia renovável.

O governo alemão decidiu abandonar a produção de energia nuclear após o desastre de Fukushima no ano passado, fechando 8 usinas de imediato e com planos de fechar as 9 restantes até 2022. Elas serão substituídas por fontes de energia renováveis tais como vento, solar e de biomassa.

Norbert Allnoch, diretor do Instituto das Indústrias de Energia Renovável de Muenster, disse que os 22 gigawatts que alimentaram o grid, no último sábado, ficaram próximos de suprir 50% da energia demandada no meio do dia. “Nunca antes, em qualquer lugar, um país produziu tanta eletricidade fotovoltaica”, contou à agência Reuters. “A Alemanha chegou perto da marca de 20 gigawatts algumas vezes nas últimas semanas, mas foi a primeira vez que a ultrapassamos”.

A quantidade recorde de energia solar mostra que uma das nações líderes em produção industrial foi capaz de produzir um terço de suas necessidades de eletricidade em um dia de semana, a sexta, e quase metade no sábado, quando as fábricas e escritórios estão fechados.

Normas governamentais que apoiam às renováveis ajudaram a Alemanha a se tornar um dos líderes mundiais no setor e o país consegue, através dessas fontes, produzir por ano cerca de 20% da eletricidade que usa.

A capacidade de geração solar instalada na Alemanha é quase igual a que o resto do mundo todo possui em conjunto. A solar produz o suficiente para 4% do consumo anual de energia elétrica local. Até 2020, o objetivo é cortar em 40% as emissões de gases do efeito estufa, comparadas àquelas de 1990.

Há críticos que duvidam da confiança que se pode colocar nas energias renováveis e da capacidade que tenham de prover as principais nações industriais. Mas a líder do país, Angela Merkel, disse que a Alemanha está ávida para mostrar que isto é possível.

O salto acima do nível de 20 gigawatts foi resultado do aumento de capacidade e do sol brilhando por todo o território alemão. A cifra de 22 gigawatts é bem maior do que os 14 gigawatts do ano passado. A Alemanha adicionou 7,5 gigawatts de capacidade para 2012 e, no primeiro trimestre, outros 1,8 gigawatts somando um total de 26 gigawatts disponíveis.

“Isso mostra que a Alemanha é capaz de atender a um bom pedaço das suas necessidades de eletricidade através da energia solar”, disse Allnoch. “Também mostra que a Alemanha pode funcionar com menos usinas que utilizam carvão, gás e energia nuclear”. Allnoch afirmou que os dados vieram da Bolsa de Energia Europeia (European Energy Exchange), baseada em Leipzig.

Entretanto, os incentivos resultantes das tarifas feed-in (que subsidiam as renováveis) impostas pelo governo são controversos. Esse tipo de tarifa é o maior estímulo à indústria até que o preço da fotovoltaica caia a níveis similares aos cobrados pela produção de energia convencional.

As distribuidoras de eletricidade e grupos de consumidores reclamam que as tarifas feed-in para a energia solar adicionam cerca de 2 centavos de euro por quilowatt/hora ao preços de eletricidade alemão, já entre os maiores do mundo, que acaba chegando aos consumidores por 23 centavos por quilowatt/hora. Os consumidores do país pagam em torno de 4 bilhões de euros por ano a mais nas suas contas de eletricidade para usar energia solar, de acordo com um relatório de 2012 do ministério do meio ambiente alemão.

Os críticos também se queixam da instabilidade causada pelo crescimento da energia solar, devido à flutuação da sua produção. O governo de centro-direita liderado por Merkel tem se esforçado para acelerar os cortes nas tarifas Feed-in, as quais têm sido reduzidas entre 15% e 30% por ano.

Fonte: O Eco

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