Em 2005, a Floresta Amazônica passou por uma seca tão severa que foi classificada como um fenômeno raro, dos que costumam ocorrer uma vez a cada cem anos. Entretanto, apenas cinco anos depois a região teve uma seca ainda mais forte.
Segundo estudo feito por cientistas do Brasil e do Reino Unido, publicado nesta sexta-feira (4/2) na revista Science, em 2010 a maior floresta tropical do mundo teve ainda menos chuvas do que em 2005. Como secas severas são danosas à vegetação, menos carbono foi capturado no ano passado.
Paulo Brando e Daniel Nepstead, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e colegas analisaram dados climáticos, pluviométricos e de perda de vegetação para concluir a repetição do “evento único no século”.
Segundo eles, a Floresta Amazônica costuma atuar fortemente no sequestro de carbono atmosférico, mas secas podem revertar essa característica. Em 2005, estima-se que a morte das árvores resultante da seca tenha promovido a liberação, nos anos seguintes, de cerca de 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Em um ano normal, a floresta sequestra cerca de 1,5 bilhão de toneladas de CO2.
Para efeito de comparação, o valor é quase toda a emissão de CO2 a partir de combustíveis fósseis nos Estados Unidos em 2009. Com mais árvores tendo morrido em 2010 do que em 2005, os cientistas destacam que muito mais carbono permaneceu na atmosfera e mais de 5 bilhões de toneladas ainda serão lançados em decorrência da morte de árvores.
Os autores ainda vão estimar o impacto da vegetação perdida em 2010 e apontam que a seca de 2005 pode ter impactado na gravidade da estiagem cinco anos depois.
Os resultados indicam que secas semelhantes e repetidas na região poderão ter impacto importante no ciclo global de carbono e, por consequência, no clima terrestre. Se tais secas intensas se tornarem frequentes, apontam os autores, os dias da Amazônia como equilibrador natural das emissões de carbono promovidas pelo homem podem estar ameaçados.
Fonte: Agência Fapesp
Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê prazo para 2014
Vai ser difícil acabar com os lixões no país até 2014, admitiu ontem o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa. O prazo é previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo então presidente Lula no fim do ano passado, estabelecendo que até 2 de agosto de 2014 o Brasil não tenha mais nenhum lixão e que os aterros sanitários recebam apenas rejeitos (o que não é possível reciclar ou reutilizar).
Durante debate sobre resíduos sólidos na Fecomércio de São Paulo, ontem, Costa afirmou que um dos caminhos para acabar com os lixões é incentivar a formação de consórcios intermunicipais, que dispensariam um aterro sanitário para cada cidade. O secretário adiantou que neste ano deve ser lançada a segunda etapa do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para resíduos sólidos, com verba de R$ 1,5 bilhão.
A política nacional prevê ainda obrigações aos moradores. Quem residir em cidades que contam com serviço de coleta seletiva deve separar adequadamente o seu lixo, sob pena de advertência ou multa, que variará de R$ 50,00 a R$ 500,00.
Fonte: Correio do Povo
Rio – As fortes chuvas que atingiram os municípios da Região Serrana do Rio de Janeiro mobilizam equipes de resgate e voluntários no auxílio aos desabrigados e desalojados. Entre os principais materiais que podem ser doados, estão objetos de higiene pessoal, colchonetes, cobertores, fraldas descartáveis, toalhas, alimentos não perecíveis e água.
O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de donativos (roupas e mantimentos) para a região serrana. As doações podem ser feitas na sede da instituição, na rua do Russel, 76, na Glória, Zona Sul. Para maiores informações, o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 begin_of_the_skype_highlighting (21) 2555-3750 end_of_the_skype_highlighting (21) 2555-3750 (21) 2555-3785 (21) 2555-3785
A Cruz Vermelha no Brasil informa que recebe as doações nas unidades do Rio de Janeiro (Praça Cruz Vermelha, 1012, centro) e de Nova Iguaçu (na rua Coronel Bernardino de Melo, 2085, e na rua Alberto Cocoza, 86, no centro).
O SESC Rio, Fecomércio (Rua Marquês de Abrantes 99, Flamengo) e SENAC também estão recebendo doações para os desabrigados com as enchentes na Região Serrana do Rio. Os donativos podem ser entregues nas seguintes unidades do Sesc Rio: São Gonçalo, Niterói, Copacabana, Tijuca, Ramos, Madureira, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Teresópolis e Quitandinha.
Já no Senac Rio, as unidades de Copacabana, Marapendi (Barra), Niterói, Fatec (Santa Luzia), Botafogo, Petrópolis, Teresópolis, Duque de Caxias e Politécnico (Riachuelo) estão recebendo as doações.
Todos os batalhões da Polícia Militar do Estado também estão prontos para receber doações para as vítimas das chuvas. O material arrecadado será encaminhado ao 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói, de onde será enviado para as áreas afetadas.
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O modelo de concessões de floresta adotado pelo Brasil foi apresentado esta semana aos participantes do 9º Fórum de Florestas das Nações Unidas (UNFF), que ocorre em Nova York (EUA), em um evento paralelo que teve entre os organizadores o Serviço Florestal Brasileiro.
Segundo o diretor de Ações Estratégicas do Serviço Florestal, Marcus Vinícius Alves, que participa do encontro, as concessões brasileiras são únicas se comparadas com iniciativas fora do país.
“As concessões no Brasil se caracterizam por ter uma forte governança, transparência, participação social, além de salvaguardas socioambientais, caracterizadas pela sobreposição dos critérios técnicos sobre os de preço nos editais”, afirma.
Objetivos globais – A discussão sobre as concessões florestais também buscou mostrá-las como política para alcançar os quatro Objetivos Globais em Florestas definidos pela UNFF, que incluem fortalecer a economia florestal com benefícios para as populações locais, aumentar a área de florestas manejadas e favorecer a legalidade na produção madeireira.
“O modelo de concessões implementado pelo Brasil é capaz de proporcionar o alcance de vários desses objetivos no médio e longo prazos”, diz. “O side event foi uma ótima oportunidade para mostrar ao mundo o exemplo brasileiro das concessões florestais como ferramenta eficaz de promoção do manejo florestal sustentável”, afirma o diretor.
A UNFF surgiu em 2000 como um órgão subsidiário do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e tem o objetivo de promover a gestão, a conservação e o desenvolvimento sustentável de todos os tipos de floresta, além de fortalecer o compromisso dos países membros para esse fim.
A 9ª sessão do Fórum de Florestas das Nações Unidas, que vai até 4 de fevereiro, tem como tema este ano “Florestas para os povos, meios de vida e erradicação da pobreza”, com uma pauta que inclui debates sobre a criação de um fundo para financiar o manejo florestal sustentável, visto como um ponto chave para ajudar a dar escala global à atividade, uso da floresta por povos e comunidades tradicionais e o tema Ano Internacional das Florestas.
Fonte: MMA
A separação de um iceberg do tamanho de Luxemburgo, que se rompeu e se afastou de uma geleira maior, pode afetar os padrões de circulação oceânica e ser o precursor de mudanças futuras decorrentes do aquecimento global, dizem cientistas de uma missão na Antártida.
Em fevereiro de 2010, um iceberg de 2.500 quilômetros quadrados separou-se de uma língua gigante de gelo flutuante da geleira Mertz, depois de colidir com um iceberg ainda maior. A língua de gelo que se projetava no Oceano Sul vinha atuando como barragem, impedindo o gelo marítimo de chegar a uma seção de água permanentemente aberta a oeste.
Mas agora, com a língua de gelo separada devido à colisão, cientistas temem que isso possa desencadear mudanças em uma parte importante dos padrões de circulação oceânica global, que deslocam calor pelo globo através das muitas correntes marítimas superficiais e profundas.
A área em volta da língua de gelo, reduzida à metade pela colisão, e a oeste dela são um dos poucos lugares nas cercanias da Antártida nos quais a água salgada densa se forma e afunda para as profundezas do oceano, disse nesta segunda-feira (31) o líder da missão científica, Steve Rintoul.
Essa água densa de fundo, como é chamada, é um dos elementos chaves da circulação global de água marítima, que inclui a corrente que leva águas quentes do Atlântico para a Europa ocidental. Mas Rentoul disse que há o risco de que a área agora seja menos eficiente na produção da água de fundo que alimenta as correntes oceânicas profundas, que influem sobre os padrões climáticos globais.
“Este é um dos poucos lugares em volta da Antártida onde a superfície do mar se adensa o suficiente para afundar até as profundezas”, disse Rintoul à agência de notícias Reuters, a bordo do navio quebrador de gelo Aurora Australis, perto da geleira a 2.500 quilômetros ao sul de Hobart, capital do Estado australiano da Tasmânia. “Se a área for menos eficaz na formação de água menos densa, a salinidade será menor do que era no passado.”
Rintoul lidera uma equipe internacional de quase 40 cientistas que estudam os impactos da perda da língua glacial, além de mudanças nas temperaturas, na salinidade e na acidez oceânicas.
Os oceanos atuam como freio às mudanças climáticas porque absorvem grandes quantidades de calor e dióxido de carbono, o principal gás estufa, da atmosfera. Mas quanto mais CO2 os oceanos absorvem, mais ácidos se tornam. Com isso, animais como lesmas marinhas têm dificuldade maior em criar suas cascas.
Fonte: Portal G1
Não é a resposta que quem corrige vestibulares espera, mas um novo estudo diz que, entre os fatores que levaram o Império Romano ao fim, está uma mudança climática.
Pesquisadores da Universidade Harvard e de várias instituições europeias mostraram que, no auge da expansão de Roma, o clima era quente e chuvoso. Isso fortalece a agricultura e, assim, ajuda a alimentar grandes exércitos, além de permitir uma economia pujante, evitando insatisfações internas.
Isso aconteceu por volta do ano 100 d.C., quando o Mediterrâneo virou um “lago romano”, e o Império chegou a colocar os pés até no norte da atual Inglaterra, onde concluiu, em 126 d.C., a muralha de Adriano, para manter os inimigos afastados.
Uma hora, porém, a prosperidade acabou. A partir do meio do século 3, mudanças climáticas tornaram o Império Romano mais seco e frio.
Segundo o grupo internacional de pesquisadores, que publicou suas conclusões na “Science”, isso certamente afetou a produção de alimentos e pode ter estimulado causas tradicionalmente relacionadas à decadência de Roma, como a inflação.
Certamente políticas monetárias erradas colaboraram para piorar o cenário de crise econômica, dizem, mas não é por isso que se deve, nas palavras de Jan Esper, da Universidade Johannes Gutenberg (Alemanha), “seguir a crença comum de que civilizações estão isoladas de variações ambientais”.
Para saber como era o clima há tanto tempo, os cientistas analisaram 9.000 pedaços grandes de madeira antiga. A maioria veio de restos de construções e artefatos de madeira na Europa.
Fonte: Folha.com – Ambiente
O astronauta italiano Paolo Nespoli concedeu uma entrevista à BBC a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a 400 quilômetros de distância da Terra.
Veja o vídeo da entrevista
Nespoli representa a agência espacial européia (ESA) e deve ficar a bordo da ISS até maio. Ele mostrou rapidamente as facilidades dentro da estação e respondeu a perguntas de telespectadores.
Nespoli falou sobre a impressão de fragilidade que sente ao olhar para a fina atmosfera terrestre. “Eu penso que nós precisamos estar atentos e ter cuidado com o que fazemos porque a Terra é frágil. É bonita, mas é frágil.”
Quando perguntado sobre a reciclagem de água dentro da estação, o astronauta argumentou que a água que eles usam é supervisionada diariamente e que se trata de água reciclada assim como a que bebemos na Terra.
Fonte: Folha.com – Ambiente
Os anéis de árvores antigas revelam a relação entre as mudanças climáticas e os grandes acontecimentos da humanidade, como migrações, pragas e surgimento ou queda de impérios, revela um estudo publicado na revista “Science”.
Temperaturas amenas e úmidas correspondem a tempos de prosperidade no Império Romano e na Idade Média, enquanto períodos de seca e frio coincidem com migrações em massa, afirma o estudo liderado por Ulf Buntgen, do Instituto Federal Suíço de Pesquisas Florestais, Neve e Paisagens (Swiss Federal Research Institute for Forest, Snow and Landscape).
Os pesquisadores analisaram mais de 7.200 fósseis de árvores dos últimos 2.500 anos, verificando as alterações nos anéis, que são um retrato do clima (úmido ou seco) no passado.
“O início e a queda de civilizações passadas estão ligados a mudanças ambientais, principalmente aos efeitos do acesso à água e à produção agrícola, à saúde humana e aos conflitos civis”, destaca o estudo.
“Variações climáticas intensas (…) coincidem com o fim do Império Romano do Ocidente e com um intenso período migratório”, destaca o estudo.
Os pesquisadores também basearam sua análise na intensidade do corte das árvores.
“Um maior volume de corte de madeira para construção está associado a maior colheita e à consolidação social-econômica do século 6º ao 9º”, segundo o estudo.
Fonte: Folha.com – Ambiente
Um estudo elaborado pelo Centro de Pesquisa e Treinamento em Saneamento, Cepts, vinculado ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, pode baratear o tratamento de esgoto.
A pesquisa, coordenada pelo professor Carlos Chernicharo, resultou na criação de um material de suporte feito de polietileno que pode ser aplicado em diversos sistemas de tratamento de esgoto.
Os microrganismos presentes no esgoto são retidos por meio desse sistema. Normalmente, para essa função são utilizadas pedras ou material sintético importado.
“A pedra é um material barato, mas muito pesado, o que dificulta o transporte e a colocação no interior das unidades de tratamento. Também é difícil de ser fornecida no tamanho correto, podendo ocasionar problemas de entupimento, além de apresentar pequena área superficial, ocasionando menor retenção de microrganismos”, avaliou o coordenador.
O sistema desenvolvido apresenta algumas vantagens em relação às técnicas empregadas usualmente, como custo reduzido e alta aplicabilidade.
*Com informações da UFMG.
Fonte: Ambiente Brasil
O Parque Estadual Restinga de Bertioga, em São Paulo, está oficialmente criado. O decreto assinado pelo governador Alberto Goldman foi publicado hoje (10) no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Com 9,3 mil hectares, o parque está inserido no município de Bertioga, onde ajudará a manter a biodiversidade e serviços ambientais úteis a toda a sociedade, além de formar um “corredor ecológico” interligando regiões litorâneas à Serra do Mar. Como unidade de conservação de proteção integral, ele será mais um espaço dedicado ao ecoturismo, lazer e educação ambiental para os brasileiros.
A criação do parque havia sido aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Consema) no fim de outubro, e é uma prioridade para o WWF-Brasil, que promoveu ações para mobilização pública e via Internet, colhendo amplo apoio social à ampliação da área protegida na Mata Atlântica. A região agora oficialmente protegida abriga rios que abastecem a região e espécies ameaçadas e exclusivas do bioma estava antes vulnerável à pressão imobiliária e turística desordenada.
“A criação do parque representa uma vitória de um processo que contou com amplos estudos técnicos e ajuda a completar uma lacuna importante na conservação da Mata Atlântica, pois não havia nenhuma amostra suficientemente protegida das restingas no centro do estado. Os processos de consulta pública e de negociação política foram exaustivos, aceitando alternativas de conservação privada. Por isso louvamos a iniciativa do Governo de São Paulo e reafirmamos nosso empenho de continuar apoiando o sistema estadual para melhorar sua gestão. Vale ressaltar que, diferentemente do que alguns qualificam como entrave ao desenvolvimento, áreas como o parque de Bertioga valorizaram ainda mais o turismo nessa região magnífica do litoral brasileiro”, ressaltou Claudio Maretti, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.
A especialista em conservação da Mata Atlântica do WWF-Brasil, Luciana Simões, comenta que agora será necessário implementar o mais novo parque estadual de São Paulo, destinando recursos e infraestrutura para sua gestão e fiscalização, o que pode ocorrer em parceria com o próprio município de Bertioga. Além disso, lembra ela, é preciso formar um conselho gestor com representação equilibrada entre governo e sociedade e disparar a elaboração do plano de manejo, espécie de manual de uso da unidade. “O WWF-Brasil seguirá apoiando esse processo, como já faz há seis anos, sempre com vistas à ampliar e qualificar a conservação da biodiversidade e da Mata Atlântica”, disse.
Confira aqui o decreto de criação do Parque Estadual da Restinga de Bertioga. A Área de Relevante Interesse Ecológico Itaguaré, com 58 hectares, também em Bertioga e já aprovada pelo Consema/SP, não foi contemplada no texto.
Mata Atlântica – Com suas florestas, campos, restingas e manguezais reduzidos a menos de um terço da área original, a Mata Atlântica é hoje o mais degradado dos biomas brasileiros. Menos de 8% de sua vegetação estão bem conservados. Mesmo assim, seus remanescentes ainda prestam “serviços ambientais” indispensáveis a 123 milhões de brasileiros (67% da população) que vivem na região, como proteger e manter rios, lagos, evitar a queda de encostas, regular o clima e a qualidade do ar.
Estudo da Rede WWF e do Banco Mundial revelou que mais de trinta das 105 maiores cidades do mundo, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, dependem da água fornecida por unidades de conservação e avaliou que as matas distribuídas às margens de cursos d´água na Mata Atlântica estão comprometidas. Quando preservadas, por exemplo, servem para conter enchentes e proteger a biodiversidade formando corredores entre áreas conservadas.
Atualmente, existem 123 unidades de conservação federais e 225 unidades de conservação estaduais na Mata Atlântica, somando quase 75 mil quilômetros quadrados.