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A EcoBag está na moda e há modelos e cores para todos os gostos. As sacolas reutilizáveis são aliadas do meio ambiente, já que as sacolinhas descartáveis, aquelas usadas normalmente em mercados, liberam gás carbônico e metano na atmosfera.

Projeto de reflorestamento une produtores e ONGs na Bahia

O Monte Pascoal, na Bahia, é um dos símbolos do descobrimento do Brasil. Parte da área virou parque público na década de 60, mas ainda sofria muito com o desmatamento. Agora, um projeto de reflorestamento quer recuperar a mata nativa degradada e formar um corredor ecológico.

Nos viveiros, mudas de espécies nativas da Mata Atlântica são cultivadas até atingirem o tamanho ideal para o plantio. Enquanto recebem adubo, luz e água, o solo passa por um tratamento para futuramente voltar a abrigar uma floresta.

O objetivo de oito instituições que trabalham em parceria no projeto de restauração florestal é formar um corredor ecológico entre os parques de Monte Pascoal e Pau-Brasil. Produtores rurais se uniram à causa e formaram uma cooperativa. Fazendeiros aproveitaram os 20% de área que devem ser preservados, exigidos por lei, para contribuir com o projeto.

Especialistas e membros de organizações não governamentais oferecem treinamento e orientações técnicas. O projeto ainda pretende preservar pelo menos 200 árvores nativas da região, como o pau-brasil e o ipê, 14 espécies de pássaros e três espécies de primatas que estão correndo risco de extinção, além de gerar renda para a comunidade promovendo o desenvolvimento sustentável.

O corredor ecológico já conseguiu reconhecimento internacional por meio do Selo Internacional de Clima, Comunidade e Biodiversidade. “Com esse resgate, as condições de clima estão melhorando”, disse o engenheiro florestal Dilson Sena.

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Consciência ecológica amplia uso de madeira sustentável

A indústria da construção civil e a produção de móveis vem se adequando ao novo perfil do consumidor, mais ligado às relações de ecologia e meio ambiente. Neste aspecto observa-se que a oferta de madeira de florestas tropicais, especialmente da Amazônia, vem sofrendo forte declínio nos últimos tempos, justamente pelo fato de não ser vista como uma matéria prima sustentável, e seu consumo contribuir para aumentar a devastação da floresta.

Em outros países, especialmente na Europa, este grau de conscientização é maior, e isso limita produtos brasileiros destinados à exportação que não observam estes aspectos.

A opção que muitas indústrias estão encontrando é o uso de madeiras duras provenientes dos Estados Unidos, como carvalho, nogueira, e outras.

A indústria estadounidense de produtos de madeira se caracteriza por sua eficiência, sendo eficaz na hora de minimizar a geração de desperdício. Durante os últimos 50 anos, os Estados Unidos já aumentou em 39% a quantidade de madeira produzidos por cada m3 de madeira utilizada, de acordo com divulgação da AHEC. A aplicação das regras internacionalmente reconhecidas da entidade NHLA para a classificação de madeira serrada por qualidade, desenvolvidas há mais de 100 anos, tem realizado uma contribuição vital para minimizar o desperdício do setor de madeira dos Estados Unidos.

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Pesquisador paulista avalia riscos de queda de árvores em ambientes urbanos

Danielle Jordan / Ambientebrasil

A queda de árvores em ambientes urbanos foi avaliada em um estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Esalq, da USP, em Piracicaba.

O biólogo, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT, do Estado de São Paulo, Sérgio Brazolin, identificou que a presença de fungos e cupins pode estar associada à queda das árvores.

Brazolin analisou árvores da espécie Tipuana tipu, presentes em ruas dos bairros Pacaembu, Sumaré, Jardins, Cerqueira César, Alto da Lapa, Alto da Boa Vista e Paraíso, nas Zonas Oeste e Sul de São Paulo. Cerca de 16% das 1.109 árvores estudadas estavam em estado de alerta máximo, ou seja, precisando de manejo para evitar riscos à população.

O risco de queda é avaliado a partir de dados como o estado de sanidade biológica, que indica a presença de pragas como fungos e cupins, a deterioração interna, as medidas, as condições do entorno, etc. Fatores externos também são levados em consideração, como presença de postes, pontos de ônibus e até como foi realizada a poda da copa.

Foi elaborado um roteiro com informações para que os responsáveis pelo manejo das árvores possam verificar a existência de problemas e dar prioridade às que necessitam de mais cuidados.

Nos casos de alerta máximo, em que o risco de queda é maior, são necessárias providências imediatas, de acordo com o pesquisador. “Deve-se realizar tratamento para eliminar cupins e uma poda na copa que reequilibre a árvore, buscando o seu centro de gravidade”, disse. “É preciso também tomar cuidado com a fiação elétrica nas proximidades e educar as pessoas para evitarem injúrias contra as raízes e o tronco”, completou.

Apenas em último caso a remoção é recomendada, quando a árvore se encontra no limite de resistência. “Acima de tudo, as autoridades devem avaliar o risco de queda para a população”, alertou Brazolin.

*Com informações da USP.

Fonte: Ambiente Brasil

Uganda, Ruanda, Tanzânia e Etiópia assinam novo tratado do Nilo

Campala, 14 mai (EFE).- Uganda, Ruanda, Tanzânia e Etiópia assinaram hoje o chamado “Acordo de Entebbe” sobre a administração e utilização das águas do rio Nilo, apesar da ferrenha oposição do Egito e do Sudão, os maiores beneficiados dos tratados anteriores, que remontam à época colonial europeia.

Quênia, a República Democrática do Congo (RDC) e Burundi prometeram assinar mais adiante o novo tratado do Nilo.

Os estados da bacia do Alto Nilo se opõem aos acordos de 1926 e 1959 que deram mais poderes e vantagens ao Egito e Sudão sobre como são utilizadas as águas do rio.

O novo pacto representa, além disso, um desafio à dominação do Governo egípcio que exerce poderes de veto sobre este curso fluvial que poderes outorgados em 1929 por um tratado com o Reino Unido, a antiga potência colonial.

As autoridades do Cairo e Cartum, que segundo o acordo de 1959 controlam mais de 90% do fluxo do Nilo, se opõem a um novo tratado pois temem que sua provisão de água se veja reduzida em grande parte se os outros sete países desviarem parte do rio para seus próprios projetos de irrigação e geração de energia hidroelétrica.

A ministra de Água e Meio ambiente de Uganda, María Mutagamba, disse que os outros países da bacia do Nilo também assinarão o tratado rubricado hoje em Entebbe. O processo de ratificação do texto deve levar ainda um ano.

“Os estados ribeirinhos do Nilo inauguraram hoje, 14 de maio de 2010, o Acordo do Marco Cooperativo da Bacia do Nilo, cuja assinatura estará aberta por um ano até o dia 13 de maio de 2011″, disse a ministra.

O ministro de Águas egípcio, Mohammed Allam, reagiu no Cairo à assinatura do novo acordo dizendo que qualquer tratado sobre o Nilo que não conte com o apoio do Egito e do Sudão “não será vantajoso para nenhum país da bacia” e que seu país tomará todas as medidas legais e diplomáticas necessárias para defender seus direitos sobre as águas do rio.

Fonte: Portal G1

Países ricos se reúnem este mês nos EUA para discutir clima

da France Presse, em Washington

As 17 principais economias do mundo, responsáveis pela maior parte das emissões de poluentes, se reunirão neste mês em Washington para discutir o clima, anunciou nesta quinta-feira (8) um alto funcionário americano.

Os representantes destes países, que respondem por 80% das emissões consideradas causadoras do aquecimento global, se reunirão na capital americana em 18 e 19 de abril, informou o funcionário, que pediu para que sua identidade seja preservada.

Eles tentarão relançar as negociações após a decepcionante conferência sobre o clima, celebrada em dezembro, em Copenhague.

Paralelamente, os representantes dos 194 países da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) se encontram entre esta sexta-feira (9) e domingo (11), em Bonn, Alemanha, pela primeira vez desde a reunião na Dinamarca.

Seu objetivo é fixar um calendário de trabalho sobre o clima e preparar a próxima conferência dedicada ao tema, prevista para dezembro, no México.

Negociado no apagar das luzes da COP-15, na capital dinamarquesa, o Acordo de Copenhague tem como objetivo limitar a elevação da temperatura do planeta a dois graus, mas se manteve evasivo sobre os meios de como conseguir isso.

Fonte: Folha Online

Enchentes no Rio de Janeiro – Fatos X Discursos Vazios

Por Luiz Prado

Quando se ouve o governo, em todos os níveis, pedir à população que abandone as áreas de encostas, a primeira vontade que se tem é mesmo vaiar, jogar ovos e tomates podres na cara deles. O Brasil está se acostumando a isso: autoridades que, tomadas pelo poder, não se responsabilizam por nada exceto os slogans: “minha chuva, minha vida” poderia ser um deles.

Fingem não saber ou não sabem mesmo que as pessoas moram em “áreas de risco” por falta de opção – já que o país não tem qualquer programa habitacional significativo há décadas, e o atual slogan é fundamentalmente um programa de financiamento, sem que sejam definidas áreas ou planejadas as necessárias estruturas urbanas de transportes rápidos e seguros, saneamento e similares.

Na maioria dos casos, as áreas de riscos poderiam não representar quaisquer riscos se as necessárias obras de contenção geológica fossem feitas. E aí, como está na moda, lá vem os evangélicos ambientalistas dizer que tudo aconteceu porque eles não foram ouvidos, ou porque a lei otária não foi respeitada. Não se trata, definitivamente, de uma questão de leis, mas de falta de políticas públicas e do uso do estado da arte na engenharia e no planejamento urbano.

Rios são contidos com a análise séries históricas de chuvas máximas, barragens que combinem os múltiplos usos das águas – incluindo a regularização de vazões – e muros de arrimo / contenção – todas coisas que já foram feitas, poor exemplo, na Alemanha, no século XIX. Da mesma forma, a estabilidade dos morros é estudada por geólogos – ou, no passado, pela observação – e não por leis e mitos.

Se assim não fosse, Salzburg não existiria ou já teria sido punida pela “vingança da natureza” e outras bobagens do gênero.

De fato, a opção de Salzbruck foi a ocupação das margens dos rio e dos topos de morro (estes, pelas mesmas razões que a Corte portuguesa os reservava para a construção de fortalezas, castelos e igrejas), como se vê abaixo.

Já no caso de Passa Três, distrito de Rio Claro, no Rio de Janeiro, a ocupação de alto risco é mais do que evidente.  Mas ela se dá por falta de opção numa região em que as autoridades não buscaram alternativas para os pequenos produtores e trabalhadores rurais.

Não será por falta de terras para fazer lotetamentos populares que essas pessoas investiram o seu pouco dinheiro nessas casas, mas sim por falta de loteamentos para a baixa renda. E o esgotos seguem direto para o ribeirão. Mas quem se importa com isso? Lá, o IBAMA e as ONGs que jantam nos restaurantes de luxo e jogam no tapetão ou na mídia das grandes cidades não vão. Até porque não têm uma agenda positiva para o problema da urbanização em geral. Com o já antigo teatro de guerrilha, sonegam das cidades as informações relevantes: os rios e o ar ambiente estão a cada dia mais poluídos.

Pois bem, as cidades foram, por lei, obrigadas a elaborar planos diretores que renderam um bom dinheiro a empresas de consultoria. Depois, esses planos foram e continuam sendo mudados ao sabor das conveniências da indústria imobiliária, que privatiza os lucros e socializa os custos, já que só depois, muito mais tarde, é que alguém vai pensar em coisas elementares como drenagem de águas pluviais e esgotos, tratamento de esgotos, disponibilidade de transporte público e de escolas, e outros “detalhes”.

É bem fácil conclamar as pessoas que vivem em “encostas” no Rio de Janeiro a sairem de lá. A mesma usual falação, o mesmo desgastado discurso balofo. Dá um pouco mais de trabalho programar obras de contenção adequadas – como as que abundam em áreas mais “nobres” como a lagoa Rodrigo de Freitas.

***

O Rio de Janeiro continua sem um plano diretor de macro-drenagem. Quando falei isso na coluna de meio ambiente que faço com Ricardo Boechat e Rodolfo Schneider na Band News Rio FM, a assessoria de comunicações da prefeitura apressou-se a dizer que o plano havia sido recentemente contratado. Mas nada sobre quando serão disponibilizados os primeiros relatórios para o “distinto público”.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

UEA lança curso de Agroecologia e promove seminário para a comunidade em Itacoatiara (AM)

Até o dia 8 a Universidade do Estado do Amazonas, UEA, promove o Seminário Sustentabilidade Ecossistemas Amazônicos. A atividade marca o início do curso de Tecnologia em Agroecologia, no município de Itacoatiara (AM), na última terça-feira, 06.

Além dos alunos, o seminário reúne representantes da sociedade civil organizada, ONGs, pesquisadores e agricultores.

Em Parintins o curso é realizado desde 2008, com 41 alunos matriculados. Assim como neste município, as aulas em Itacoatiara contarão com apoio de parceiros que forma um Conselho Comunitário.

O curso vai contribuir para a organização social dos agricultores, formando profissionais qualificados com ampla formação tecnológica e científica, de acordo com a coordenadora do curso de Agroecologia, Francisneide Lourenço. “Capazes de absorver, desenvolver e adaptar tecnologias, com ênfase na agroecologia e sistemas rurais sustentáveis, e sua relação com o ambiente, produção, processamento, gestão e comercialização”, disse.

O município já possui experiências bem sucedidas de agricultura familiar, com organizações bem estruturadas. Segundo Lourenço, o curso defende o uso sustentável dos recursos naturais e a formação vai capacitar os alunos a promover o desenvolvimento agrícola com responsabilidade social e ambiental.
*Com informações da UEA.

Fonte: Ambiente Brasil

Bactéria contra dengue

Cientistas descobrem bactéria capaz de bloquear a duplicação do vírus da dengue no mosquito transmissor da doença

Por redação da Agência FAPESP

Uma bactéria que pode bloquear a duplicação do vírus da dengue em mosquitos foi descoberta por cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos.

O achado poderá ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra a doença que ameaça cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo e para o qual atualmente não existe vacina.

“Na natureza, cerca de 28% das espécies de mosquitos são hospedeiros da bactéria Wolbachia, mas esse não é o caso do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Verificamos que a Wolbachia é capaz de parar a duplicação do vírus da dengue e, se não houver vírus no mosquito, ele não se espalhará para as pessoas. Ou seja, a transmissão da doença poderia ser bloqueada”, disse Zhiyong Xi, um dos autores do estudo.

O estudo foi publicado na edição de abril da revista PLoS Pathogens. Xi e colegas introduziram a bactéria em mosquitos Aedes aegypti por meio da injeção do parasita em embriões.

Os pesquisadores mantiveram a Wolbachia em insetos no laboratório por quase seis anos, com a bactéria sendo transmitida de uma geração a outra.

Quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea não infectada, a Wolbachia promove uma anormalidade reprodutiva que leva à morte precoce de embriões.

Mas a Wolbachia não afeta o desenvolvimento embrionário quando tanto o macho como a fêmea estão infectados, de modo que a bactéria pode se espalhar rapidamente, infectando uma população inteira de mosquitos. A bactéria não é transmitida dos mosquitos para humanos.

Um estudo anterior feito na Austrália, com abordagem diferente, também destacou o potencial da Wolbachia. “A linhagem que usamos tem uma taxa de transmissão maternal de 100% e faz com que os mosquitos vivam mais. No trabalho australiano, a linhagem usada faz com que os mosquitos morram cedo”, disse Xi.

“Os dois métodos têm suas vantagens. Quanto mais o mosquito viver, mais chances ele terá de passar a infecção para seus descendentes e de atingir uma população inteira de mosquitos em um determinado período. Mas se o mosquito viver menos, ele não picará as pessoas e não transmitirá o vírus da dengue. Os dois exemplos demonstram o potencial do uso da bactéria para controle da transmissão”, explicou.

Os dois estudos reforçam a preocupação de cientistas de diversos países com o problema. Uma pesquisa publicada em fevereiro pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences apresentou um possível método para controle da transmissão por meio da obtenção de fêmeas do Aedes aegypti que são incapazes de voar.

Fonte: Agência Fasesp

Qual é o custo do lixo para as cidades?

No Brasil, cuidar do lixo é um desafio gigantesco. Existem boas iniciativas, mas elas ainda são poucas – e insuficientes.

É só chover forte para todo mundo se dar conta: lixo fora do lugar dá trabalho. Entope ralo e custa dinheiro. No Brasil, cuidar do lixo é um desafio gigantesco. Existem boas iniciativas, mas elas ainda são poucas – e insuficientes.

Lixo clandestino, lixinho inocente, lixo distante, lixo nosso de cada dia. A diferença é que o que está longe dos olhos a consciência não vê.

“O gestor de uma comunidade quer tirar o lixo da frente da sua casa e jogar em algum lugar. Com isso, 90% da população não veem o lixo e os outros 10% convivem com o lixo”, constata o economista do IPEA Ronaldo Seroa da Motta.

E quanto custa? Você sabe quanto custa o lixo produzido por nós todos os dias? Ninguém liga, ninguém sabe. Como dar um preço para coleta, transporte, custo ambiental, de saúde pública? São as voltas que o lixo dá.

“Não são questões ambientais. São impactos ambientais que são gerados e não são colocados na conta”, ressalta a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Elen Pacheco.

São Paulo consome R$ 965 milhões por ano com lixo. O Rio de Janeiro consome R$ 850 milhões. O que cada contribuinte paga é uma taxa que não cobre os gastos. Quem suja mais não paga mais.

“É um valor que independe do volume de lixo que você gera. Então, que incentivo você tem para fazer a redução desse lixo?”, conclui Ronaldo Seroa da Motta.

A consequência é vista nas ruas. No Rio de Janeiro, a quantidade de lixo retirado das calçadas corresponde a 37% do total recolhido. Em Genebra, na Suíça, esse número não passa dos 15%. É menos da metade do índice carioca. O mau hábito sai caro. Retirar lixo da rua custa o triplo da coleta de porta em porta. Não retirar custa vidas nas enchentes de todo verão.

Aí, você pensa: educação começa em casa. Todo cidadão bem informado hoje sabe que é importante separar o lixo seco dos restos de comida, o chamado lixo orgânico.

A realidade esbarra em dois problemas: nem tudo que é reciclável o mercado quer e a coleta seletiva é cinco vezes mais cara que a comum. Do que adianta separar o lixo seco em casa, se flagramos sacos sendo misturados à água suja dentro do caminhão de coleta seletiva?

“Caiu ali dentro, mistura tudo”, diz um gari.

“Depois que vai para o aterro sanitário, acabou, não é mais reciclável”, acrescenta outro gari.

Um exército de milhares de excluídos, com média de idade acima dos 30 e baixa escolaridade, disputa o lixo nas ruas, aterros, portas de condomínio. Mas o especialista Luciano Basto, pesquisador da Coppe-UFRJ, enxerga no problema a solução. “O papel dos catadores é muito pouco percebido. O Brasil tem potencial de gerar 1 milhão de postos de trabalho através da reciclagem”, diz. Para Luciano, o segredo está na parceria.“Um acordo entre as empresas públicas oficiais que fazem o serviço de coleta e os catadores, para que não fiquem competindo pelo mesmo lixo”.

A reciclagem de latinhas é um exemplo que deu certo: tem gente para comprar e gente para vender.

“Nós não vemos latinhas, porque o porteiro ou a empregada já retirou. Há casos de condomínios que estão dando prêmios para as empregadas que apresentarem maior coleta”, conta a presidente da Comlurb, Ângela Fonti.

A lei da oferta e da procura tirou as latinhas do lixo, organizou os catadores. E catador organizado em cooperativa leva luva, bota, tíquete-refeição e cidadania.

“Posso entrar no supermercado para comprar carne, coisas boas para os meninos, encher a geladeira. É importante para mim. É a minha vida, minha profissão. Falo disso com orgulho”, comemora uma catadora.

O que não é separado em casa nem aproveitado pelos catadores vai parar em aterros sanitários. O aterro sanitário de Caieiras, São Paulo, é considerado modelo para uma cidade do tamanho da capital paulista. O lixo que chega das casas é enterrado em valas enormes, em cima de mantas que impedem a contaminação da terra. O chorume, líquido mal-cheiroso que sai do lixo, é tratado e não polui o meio ambiente. O custo é alto: R$ 300 mil por dia. Mas o lixo de quase 10 milhões de habitantes tem um destino considerado mais seguro.

A alguns quilômetros dali, um tapete verde esconde uma das maiores montanhas de lixo do mundo. Hoje, uma usina tira do aterro desativado energia para iluminar a casa de 400 mil pessoas.

“Capturamos o gás que anteriormente era emanado, principalmente para a população do entorno, e geramos recursos e energia. Também há um benefício global, que é a destruição do gás metano, que tem fator importante no efeito estufa”, explica o diretor técnico da Biogás, Antônio Carlos Delbin.

O Brasil tem bons exemplos quando o assunto é lixo, só não consegue transformar iniciativas isoladas em um grande programa que funcione para todos. O projeto que cria a Lei Nacional de Resíduos Sólidos espera há duas décadas por aprovação no Congresso.

“Ela está no ponto para ser votada e vai ser fundamental. Essa lei define responsabilidades, inclusive sobre lixo eletroeletrônico, lixo hospitalar, política de valorização dos catadores”, adianta o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Se há modelos de sucesso, por que, então, a maioria das cidades brasileiras ainda despeja lixo a céu aberto? A resposta pode estar no preço que cada um está disposto a pagar.

“Temos propostas de usinas mirabolantes, mas não adianta. Se o custo não for bancado de alguma forma, alguém vai ter que pagar essa conta”, constata Ângela Fonti.

“São ações do cotidiano, da exigência das pessoas com elas mesmas, que podem fazer as coisas mudarem. Eu acredito que uma andorinha só não faz verão, mas ela anuncia a primavera e levanta as outras”

Até as Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro tem um compromisso: acabar com todos os aterros clandestinos espalhados pela cidade, lugares onde o lixo proibido se multiplica. Esse é o tema da reportagem da série “Lixo” desta quarta-feira (7).

Fonte: Bom Dia Brasil

Pesquisadores paulistas vão avaliar o impacto da poluição causada pelas queimadas em canaviais

A poluição causada pelas queimadas em canaviais será medida pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas, da IPMet, da Universidade Estadual Paulista, campus de Bauru e pelo Centro de Análise e Planejamento Ambiental, Ceapla, campus de Rio Claro.

Serão instalados equipamentos para realizar uma avaliação sobre os impactos da atividade sobre a qualidade do ar. O Laboratório de Monitoramento Ambiental, Lapam, inaugurado em 23 de março, no IPMet, Laboratório de Bauru, também fará parte das medições.

As pesquisas fazem parte de um projeto promovido pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento “Leopoldo Américo Miguez de Mello”, Cenpes, da Petrobrás.

A Unesp utiliza um aparelho capaz de visualizar os fluxos das correntes de ar, chamado de Sodar, Sonic Detection And Ranging. São emitidas ondas acústicas que retornam ao atingir qualquer obstáculo, como nuvens, de acordo com a assessoria de comunicação. Microfones especiais captam o som e a cada meia hora são atualizados os gráficos que apontam a direção dos ventos.

“Com esses instrumentos podemos dizer para onde a poluição produzida em uma determinada região vai naquele momento”, explicou o coordenador do Lapam, Gerhard Held.

Outro aparelho, o Lidar, da sigla em inglês Light Detection and Ranging, lança feixes de raios laser na atmosfera. A medição é focada na presença de aerossóis, partículas minúsculas que ficam suspensas no ar. O aparelho esteve em Bauru de 1º a 9 de fevereiro e deve retornar no período de queima dos canaviais.

A partir dos dados coletados, pesquisadores de várias instituições, além da Unesp, vão detalhar o impacto da poluição gerada pela queimadas na região.

*Com informações da Unesp.

Fonte: Ambiente Brasil

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